domingo, novembro 30, 2008

Ipam - 3º ano

As coisas que (não) aprendemos...

Sinceramente, esperava mais de um 3º ano da faculdade. Esperava mais porque sou um eterno optimista que acredita que no fundo as pessoas e as organizações querem sempre o melhor para aqueles para quem desenvolvem o seu trabalho que é, no fundo, e concretamente em relação às organizações, a sua razão de ser.

Vamos por partes, porque elas existem. No 1º ano, fui confrontado com a inexperiencia do que é agora o ensino. Numa visão horizontal, verifiquei que os que me rodeavam eram identicos a mim, com mais ou menos anos, alguns com mais vontade de aprender do que outros, mas todos a um nivel muito elevado de dedicação, boa camaradagem e empatia.Criamos grupos de trabalho e em conjunto e equipa lá fomos ultrapassando todos os obstáculos.

Na vertical, verifiquei que ainda existem pessoas que com a sua personalidade, saber e capacidade de motivar ou outros, conseguem mover montanhas. Há os que passam pela nossa vida como uma lufada de ar (fresco ou fétido) que se desvance e outros que com o seu saber e sentido de missão conseguem entrar na nossa mente e perdurar para todo o sempre.

Assim se passou o 1º ano.

No 2º ano, verifiquei com alguma tristeza que aquele optimismo que me foi incutido no 1º ano se tinha desvanecido. Não obstante ainda existirem pessoas que conseguem transmitir a sua mensagem de uma forma muito própria, outras há que com a imposição da sua vontade apenas conseguem o desprezo. Digo isto com alguma magoa porque no fundo até gostei do conteudo mas não da forma como esse conteudo foi transmitido. Aulas ao sábado porque havia muitos feriados, mas quando se trata de pontes, o docente poder faltar para ir de férias são actos que ficam registados e definem bem o carácter de quem os pratica - Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço....
Enfim, o 2º ano ficou marcado por muitas coisas positivas mas infelizmente também por algumas negativas... no prato da balança, ficou equilibrado.

Agora o 3º ano... o que dizer... há de tudo...mas acima de tudo reinou a desmotivação neste 1º semestre, embora com unidades curriculares muito interessantes.
Caiu uma nódoa num pano que já não é branco, mas também não está completamente negro, como dizia inicialmente, sou um optimista e acredito que ainda há solucção. Para quem anda a estudar marketing, diria que é um pano que perdeu o seu segmento e ainda não encontrou o posicionamento adequado.
Se alguém que se intitula professor acha que ao fim de um mês sem dar qualquer matéria, não explicando o que de facto quer como trabalho, não sendo coerente com as afirmações que profere, mas mais importante, não sendo educado para com os educandos, "acha" (perdoe-me Dra. Luisa Agante pela expressão), que pode ensinar, desengane-se. Não é com vinagre que se apanham moscas.


Há algo de fundamental para qualquer orador. Ver a assistência e estudá-la. Não se pode, nem se deve falar com pessoas de 40 anos da mesma forma que se fala com pessoas de 20. Tem de haver um ponto de equilibrio...Inadmissivel e lamentavel.

Como optimista que sou, tenho de ver o lado positivo das coisas, e mesmo assim consigo distingui-lo. Se no inicio do semestre estava a praticamente a meio do curso (a pensar no mestrado), ao fim de um mês dei comigo no ULTIMO ANO DO CURSO, é ou não é verdade?

Venha o ultimo semestre...