sexta-feira, julho 11, 2014

Aventura a Djerba

Dia 8 de Junho de 2014.



E assim começou a nossa viagem a Djerba na Tunísia. Começou com um ligeiro atraso no voo mas que seria apenas um mal menor quando comparado com tudo o resto.
A chegada a Djerba ocorreu com enorme tranquilidade, típica de países africanos, no entanto com mais ordem e organização. A acolher-nos estava um guia, com ar tunisino típico, escuro, grande barriga e um polo da Travelers branco a condizer. Alertou-nos para que devíamos desconfiar das propostas de negocio que nós iriam fazer ao longo da estadia...isto para nos tentar vender as suas visitas e excursões. Em termos comparativos, uma viagem ao centro de Mhuet Suk, custava 20€ por pessoa, quando a mesma viagem efectuada de taxi custa 16 dinares, cerca de 8€... por 4 pessoas.
A viagem para o hotel também foi tranquila embora o modo de conduzir se assemelhasse a um qualquer taxista de Lisboa.

O hotel
O hotel Iberostar mehary Djerba é um três estrelas com muita qualidade. À chegada e como promessa do hotel lá estava o director do mesmo para nos receber e desejar boa estadia. O primeiro impacto na recepção não e dos piores. Nota-se logo algo de diferente. Esta comparação e feita com as várias viagens já efectuadas, desde Maiorca a Republina Dominicana. A primeira diferença reside na língua. Quando esperava que me falassem em francês, eis que desatam a falar em alemão... E isto foi a constante ao longo deste período de férias. Tentei saber o porquê da linguagem e até cheguei a conjecturar qualquer ligação histórica e cultural, no entanto a explicação que me deram é simples, pois é um lugar para onde viajam assiduamente muitos alemães.
O hotel em si é composto por um edifício um "U". Na parte central, situa-se a recepção, lojas, restaurante, bar e local de espectáculos. No meio deste "U" existe um espaço de lazer onde impera uma enorme piscina, está também com uma pequena construção de apoio que serve de bar e esplanadas. Em sentido oposto ao edifício central, é a zona dos quartos, vários edifícios interligados de rês do chão e dois andares. 
Ficamos no quarto 9005. Este quarto tem a particularidade de ter uma porta de ligação para outro quarto... e o incomodo de não ter qualquer tipo de insonorizarão... Quando esperávamos uma cana de casal, encontramos duas camas individuais...segundo ficamos a saber mais tarde, não havia quartos com cama de casal disponíveis... a conclusão a que chegamos é que não havia quartos com cama de casal, ponto.
E assim terminou a odisseia do primeiro dia, com a chegada e pernoita...
Dia seguinte, acordamos relativamente cedo. O dia nasce por volta das 5 da manhã donde a claridade do dia penetra nas pequenas aberturas da cortina do quarto, inundando o quarto de luz.

A comida
Começamos pelo pequeno almoço e já agora aproveito para abordar o tema da comida... Ao contrário do que estava a espera , a comida revelou-se agradável e de bom paladar. Desde o pequeno almoço até ao jantar ou ceia, tudo estava bem condimentado sem exageros e com a diversidade que agradava a todos os palatos. Uma palavra em particular para as sobremesas que tanto contribuíram para o meu aumento de peso... Simplesmente deliciosas!

A praia
A curiosidade era enorme e assim que tomamos o primeiro pequeno almo, rumamos à praia. A primeira impressão e divinal...camas com colchões e guarda sois em palha, apoio deu um bar de praia, água translúcida com uma temperatura bem agradável associada a um clima quente. Estavam reunidas todas as condições para desfrutar em grande esta componente das férias... Nisto e como para mim haja e habitual, deixo a toalha e parto em passeio pela beira mar, acompanhado pela minha querida e bonita mulher.
A beira mar está repleta de algas... E detritos de árvores o que da um ar poluído e repele a entrada na água. Mas isto e contornavas, obviamente, basta andar um pouco mais para dentro de água.
Aparentemente o ex-libris destas praias são os camelos e aos cavalos... Ao longe tem um ar típico, ambiente das mil e uma noites, no entanto tudo se desvane-se quando inalamos o odor a fezes dos animais... E fica a desconfiança relativamente à qualidade da água ou falta desta... Será que as algas são apenas algas? Que mais esconderá aquelas pequenas sombras no mar? 
Por ultimo uma palavra para os negociastes da treta que proliferam na borda nada água... E mais uma vez de nada me arrependi de não lhes ter comprado nada... Os preços que praticam face aqueles encontrados em lojas são no mínimo pronograficos e quando não cedem, não cedem, parece que quem precisa somos nós e que não há mais oferta daqueles produtos.... Enfim, tem de crescer ou passar a vender apenas a alemães, pois parece questões não regateiam tanto os preços.

A animação no hotel
De facto um boa surpresa. São poucos mas muito trabalhadores. Não são nenhuns Adónis e elas também não são nenhumas Pamelas Andersson, mas são cativantes qb e merecem uma palavra de apreço pelo esforço e simpatia que colocam em tudo o que fazem. Simpáticos, com algum jogo de sedução mas sem roçar o inapropriado ou qualquer falta de educação. Existe animação para todos os gostos, sendo que na piscina, concentra-se a maior parte das actividades. Em paralelo há também animação na praia, com aeróbia as 11:00 de todas as manhãs.
Para quem tem crianças encontra aqui umas merecidas férias pois está equipa tem sempre algo para os entreter.

O bar do hotel
Não gostei. Pareciam os ganistes do hotel. Faziam de conta que não entendiam os pedidos, parecia que estavam a servir contrariados... Curiosamente, este ar melhorou nos últimos dias coincidentemente ou não com a colocação de uma bandeja para gorjetas...que os hóspedes foram enchendo generosamente. O chefe do bar para mim continua a ser ou chefe dos 40 ladrões...

O mercado
Numa manhã, decidimos ir visitar Mhuaet Suk, segundo dizem a capital da ilha. Fizemos como tínhamos planeado e fomos de taxi com o contador do mesmo a aferir do valor que tínhamos em mente.
Chegados ao centro da cidade nota-se desde logo um ambiente pesado e rodeado de suspeicao pelos novos visitantes. A palavra passa mais rápido que email por estas bandas. Assim que saiamos e de uma loja já as seguintes sabiam o que procurávamos... E assim sucessivamente. Aqui, o importante não é o que quês comprar, mas sim aquilo que seles te querem vender e todos os preços tem de ser negociados, ou marralhados. Quando a nossa proposta não está de acordo com o que pretendem, são rudes, malcriados e até ofensivos na forma como actuam voltando as costas ou até praguejando (pensamos nós que fosse isso) na sua língua. Mas nem tudo e mau no mercado. Encontramos pessoas muito simpáticas, certamente com algum interesse (comissão) na venda de outros comparsas mercadores. Um destes, com quem até acabamos por fazer um pequeno negócio, propusemos a compra de 3 em vez de apenas 1, por um menor preço, ao que retorquiu que desse modo teria de cobrar mais... Enfim, coisas de negócios para as quais não estamos nunca preparados.
Em suma, o mercado central desta cidade é algo para turista esquecer, afinal, encontra quase as mesmas coisas no aeroporto e com preços bastante acessíveis sem ter de passar pela quase humilhação da negociação com esta gente. Isto para quem como eu não gosta de "marralhar" preços. Para os que gostam, força, é uma experiência única.


O regresso

A viagem do hotel ao aeroporto de Djerba demora cerca de meia hora. A chegada ao aeroporto é algo  a que ainda não tinha assistido... Todas as pessoas acumuladas à entrada, com enorme dificuldade de entrada e tudo isto porque obrigam a passar todas as malas pelo raio X, logo na entrada. Como bom pais poupado, apenas existe 1 para o efeito e quando chegam meia dúzia de autocarros, torna-se o caos. Se somarmos a isto, temperaturas altas e falta de sombra, está o cenário estragado e a recordação dos bons momentos da semana assombrada. Mas pensamento positivo, já que o importante é regressar bem e manter vivas as imagens positivas e boas de toda esta aventura.