No Norte existe uma expressão para quando algo não corresponde exactamente à realidade, ou seja, costuma-se dizer..."É grupo...".
É assim que entendo os grupos recentemente criados neste pequeno paraíso de injustiças e falsidades a que chamamos Portugal.
Digo-o com alguma mágoa, porque resulta do claro aproveitamento das fragilidades evidenciadas pela conjuntura e pelo proteccionismo que a (in)justiça no país permite aos que se querem "juntar" e formar um grupo, neste caso concreto, da distribuição.
Recentemente surgiu um novo grupo de compras, nem interessa o nome... é mais um. O objectivo é o de reunir massa critica para poder negociar melhor com os fornecedores, obter melhor preço de compra dos artigos e tranferir(???) essa melhoria de preço para o consumidor... Se verificarmos as ultimas noticias relacionadas com agrupamentos e centrais de compras encontramos constantemente estes mesmos objectivos...
Mas será que alguém já perguntou ao consumidor qual é a sua preferencia? Os seus desejos? O que valoriza na compra para além do preço? O que pretende quando se desloca às compras numa qualquer superficie comercial? Não creio.
Enquanto preocupados com a melhoria de margens de rentabilidade sob o escudo de melhor preço ao consumidor, estas empresas esquecem alguns aspectos fundamentais do bom funcionamento do mercado. Responder às questões anteriormente colocadas sería um passo para a consolidação futura dessas empresas, dos seus fornecedores e da economia do país.
Mas há um aspecto que todos têm descurado...o serviço.... quem não se deparou com a total ausência de esclarecimentos nas suas deslocações a uma qualquer superficie comercial - grande ou pequena? Quem não desistiu de uma ou outra compra apenas porque não teve o devido acompanhamento no local ou um pequeno esclarecimento? Pois é... descurando o serviço, reduzimos o emprego (leia-se trabalho) que tanta falta faz a muita gente... não aperfeiçoamos a fromação profissional, não alimentamos o futuro.
Mas mais grave ainda são as noticias à volta da constituição destes ditos grupos de melhoria de preço ao consumidor. Sinceramente não tenho dados que o provem, mas também ainda não ouvi ninguém provar o contrário.
Agora, foquemo-nos na concentração que se verifica. Quando ouvimos falar na constituição destes grupos deviamos conseguir ler nas entrelinhas o numero de funcionários despedidos nos fornecedores, o desaparecimento de pequenas e médias empresas, o possivel aumento da corrupção e compadrio para manter as vendas numa ou outra empresa da distribuição... as remodelações extruturais... a deslocalização de produção, a centralização dos recursos - até há uns anos do Norte para o Sul, agora a dura realidade e tranferencia de Lisboa pra Madrid, a consequente perda de riqueza nacional... será que é assim tão dificil chegar a estas conclusões? ou existem interesses superiores a quem interessa "abafar" esta realidade?
Não sou religioso, mas neste caso concreto tenho mesmo de o dizer...somos geridos por individuos que vão muito à igreja mas da missa só ouvem aquela parte: "Venha a Nós o v/ Reino"....falta saber até quando.
sexta-feira, setembro 18, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
